Escrito por Jorge Alessandro às 17h56
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A alguns dias atrás, em uma de nossas aulas, Anna veio tirar uma dúvida sobre construção poética e acabou por declamar este poema... Bem! Para quem ensina literatura não existe maior alegria do que perceber que os seus alunos, mais que lerem, fazem literatura... torna a disciplina um elemento vivo, pulsante...
EU, MAIS ISSO OU AQUILO?
Recito para expressar – me
Para chorar e para sorrir
Para falar e para sentir
Para falar de verdade
Para falar de falsidade
Ora entristeço – me, ora alegro – me
Ora acalmo – me, ora inquieto – me
Ou isso ou aquilo?
Não tenho como traduzir – me
Porque sou um pouco de tudo
De coisas do outro mundo
Porque faço de mim,
Ou não sei se é porque sou assim,
Uma antítese, um paradoxo.
Talvez porque dentro de mim está o remorso
De sentir coisas que se contradizem
Não há o que explique
Mas quem sabe assim
Não vivemos tanto na monotonia
Levando a vida como uma bela melodia
É difícil traduzir minha tradução
Eu. Mais isso ou aquilo?
Afinal, o que será que eu sou então?
Escrito por Jorge Alessandro às 14h23
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