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Palavras sujas e nuas


É preciso graça e gana pra viver! Eloah é uma aluna que me apresentou as duas coisas, graça, numa personalidade incrivelmente doce a amiga e gana por meio de sua irreversível vontade de brigar e falar quando ela acha que sua voz é necessária. É atriz, é leitora, é poeta... e neste blog ela faz sua estréia... Leiam os poemas com cuidado... vocês estão lendo corações... grandes corações!!!!

Meu amor
(Eloah Monteiro)

Meu amor não se esconde entre,
Monólogos ou poesias
Secreto e em agonia
Está perto a alegrar e sufocar
A tocar-me com o olhar

Meu Amor não é nenhum grego deus
Com alva pele e olhos cor de mel
É um deus negro sem nome ou perigeu
Apenas o amo e parece ser meu

Meu amor vive em mim
E pulsa junto ao suor
Que o meu corpo trêmulo exala
No exato momento em que
Meus olhos percebem que ele se aproxima

E rimos juntos;
E choramos juntos;
E amamos juntos...
Naquele inverno que mantém prisioneira minha lembrança

Em meu corpo é Rei
Em minha vila tempestade
Em minha trilha é lei
E em meus lábios milagre

Se realmente sucedeu?
Se não fora, em inércia, sonho meu?
Não sei, não sei ao certo como aconteceu
Apenas o amo e parece ser meu



Escrito por Jorge Alessandro às 19h50
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Anna Karenina, 2º ano do colégio Piedade. Poeta, amiga, grraaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaande aluna!!!!



Escrito por Jorge Alessandro às 17h56
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               A alguns dias atrás, em uma de nossas aulas, Anna veio tirar uma dúvida sobre construção poética e acabou por declamar este poema...   Bem! Para quem ensina literatura não existe maior alegria do que perceber que os seus alunos, mais que lerem, fazem literatura... torna a disciplina um elemento vivo, pulsante...  

 

EU, MAIS ISSO OU AQUILO?

 

Recito para expressar – me

Para chorar e para sorrir

Para falar e para sentir

Para falar de verdade

Para falar de falsidade

Ora entristeço – me, ora alegro – me

Ora acalmo – me, ora inquieto – me

Ou isso ou aquilo?

Não tenho como traduzir – me

Porque sou um pouco de tudo

De coisas do outro mundo

Porque faço de mim,

Ou não sei se é porque sou assim,

Uma antítese, um paradoxo.

Talvez porque dentro de mim está o remorso

De sentir coisas que se contradizem

Não há o que explique

Mas quem sabe assim

Não vivemos tanto na monotonia

Levando a vida como uma bela melodia

É difícil traduzir minha tradução

Eu. Mais isso ou aquilo?

Afinal, o que será que eu sou então?



Escrito por Jorge Alessandro às 14h23
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